Alguém toma uma decisão de ânimo leve?
Quando decidimos comprar uma casa ou mudar de emprego, por exemplo, sabemos que estas decisões vão ter um grande impacto na nossa vida. Elas são analisadas, bem pensadas e, a maior parte das vezes, dar o próximo passo não é simples.
Porque temos tanto receio destas decisões mesmo, quando sabemos, que serão mudanças para o melhor?
Simples, porque temos medo que algo não corra como imaginamos. E, muitas vezes, o medo impede-nos de tomar uma decisão.
Quantas oportunidades já deixámos escapar a nível pessoal por receio que as coisas não se concretizassem como planeámos?
Quantas situações, aventuras e amizades perdemos por o medo nos impedir de avançar no nosso caminho?

O medo é essencial para a sobrevivência, é ele que nos alerta para os perigos.

Eu não quereria viver sem ele. Devo ao medo o estar atenta aos pormenores, poder prever algumas situações e tomar medidas para o minimizar.
Nos negócios o medo pode ser paralisante e impedir o crescimento de uma empresa ou marca mas, se for bem utilizado pode ser uma ferramenta eficaz para medir os riscos associados e conseguir ganhar uma vantagem em relação à concorrência.
Todos os dias falamos com empresários com receios na mudança de rotulagem dos seus produtos ou na alteração ou criação de um novo branding.
O crescimento e as mudanças nas empresas são normalmente feitas por aqueles que, apesar do medo, avançam e arriscam. Não precisamos de ir longe, basta olharem para muitas das empresas portuguesas que hoje têm sucesso. Em algum momento da sua história, uma pessoa ou um grupo de pessoas tomaram uma decisão fracturante com o percurso feito até ali. Esse conjunto de decisões originaram sucesso. Quem faz as empresas são as pessoas e o medo será sempre parte de nós. Com os riscos avaliados, cabe-nos perceber se somos dos que procuram sucesso ou dos que se deixam paralisar.